Exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras segue até 30 de março
A mostra propõe um mergulho na força e na inteligência de mulheres negras que desenvolveram a “economia da liberdade” em pleno Brasil Colonial. Uma rara coleção de joias brasileiras – conhecidas como Joias de Crioula – motivou a realização da exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras, promovida pelo CCBB e exibida no Museu de Arte Contemporânea da Bahia. A exposição, que teve origem no encantamento e na posterior identificação de uma fotografia onde uma mulher negra aparecia plena de joias e ricamente vestida, revela a prática implementada pelas “escravas de ganho” e mulheres libertas, que por vários caminhos evocavam sua história ancestral africana. Com altivez, orgulho e fé.
Inaugurada dia 7 de novembro de 2024, a mostra já foi vista por mais de 37 mil pessoas e continua encantando todos que a visitam. É a história que chega ao século XXI, contada nesta exposição que vai muito além da apresentação das joias raras. Dividida em três núcleos, a exposição Dona Fulô e Outras Joias Negras preenche os espaços expositivos do MAC com as histórias dessas mulheres que compraram sua liberdade com o trabalho nas ruas – e traz à tona fatos mantidos em silêncio por tantos anos, apresentando nomes como o de Florinda Anna do Nascimento e tantas outras mulheres pretas empreendedoras no Brasil.
Serviço
Visitação: até 30 de março de 2025
Dias/Horários: terça a domingo, das 10 às 20h
Publicado em 26.03.2025